Como fazer monitorização cardíaca

O sistema cardiovascular é frequentemente afetado pelos fármacos anestésicos, o qual deve ser monitorado interruptamente de seus parâmetros em um procedimento básico durante procedimentos que necessitam de anestesia geral, a qual pode ser medida através da palpação direta das artérias periféricas ou através da auscultação do coração com o estetoscópio tradicional ou pelo esofágico. Há aparelhos mais modernos que facilitam este monitoramento, como no caso do amplificador de pulso ou Doppler ultra-sônico, os quais liberam um ruído característico a cada pulso. Os indicadores e monitores cardíacos atualmente utilizados fornecem a freqüência cardíaca, o eletrocardiograma (ECG), e ainda imprime ou armazena em sua memória dados para uma futura avaliação.

Além do mais, os monitores cardíacos indicam as ondas R (sístole ventricular) através de bips que são acompanhados sem contato visual do anestesista com o monitor. A principal desvantagens dos monitores é que eles podem registrar ondas elétricas na ausência de pulso no caso de dissociação eletromecânica (DEM). A diminuição da atividade cardíaca ou o aumento da pressão intratorácica (ventilação com pressão positiva) pode elevar a Pressão Venosa Central (PVC), sendo que a PVC em pequenos animais pode ser obtida através de catéter longo, introduzido na jugular alcançando o átrio direito conectado a manômetro comercial ou confeccionado.

De acordo com Kittleson, a pressão arterial pode ser mestrada por métodos invasivos ou não, apesar de recentes na medicina veterinária, os métodos invasivos tem assumido importância no monitoramento da PA, sendo que existem duas técnicas disponíveis: o método oscilométrico e o aparelho Doppler ultra-sônico. Sabendo-se que a PA é influenciada diretamente pelo débito cardíaco (DC) e resistência periférica total (RPT), sendo assim, PA = DC X RPT, onde qualquer fármaco que altere tais parâmetros tem a capacidade de provocar oscilações significativas na PA. Os métodos invasivos para avaliação do PA usam cateter em artéria periférica, acoplado a transdutor de pressão e osciloscópio ou manômetro aneróide, sendo o último o que possui um custo mais acessível em relação ao anterior.

Nenhum voto, seja o primeiro


Maikon
21/09/10


Mais informações por email.

Deixe uma resposta

Para comentar você precisa realizar seu login com o Facebook