Termorregulação em animais

A termorregulação pode ser definida como um conjunto de mecanismos que regula a temperatura corporal interna de um organismo.

A regulação da temperatura é um processo muito complexo, pois envolve diferentes sistemas orgânicos, como Sistema Nervoso Central (SNC), sistema cardiovascular, sistema musculoesquelético e respiratório. A hipotermia (temperatura baixa corpo do normal) durante e depois da anestesia se faz muito frequente por causa dos efeitos vasodilatadores e depressores dos fármacos. Contudo, alguns fármacos combinados podem provocar hipertermia (temperatura elevada do corpo do normal), como por exemplo, o halotano, isoflurano e succinilcolina. O acompanhamento da temperatura durante a anestesia pode ser realizada através de termômetros manuais, eletrônicos e digitais.

Desta forma, pode-se concluir que o monitoramento é um passo de grande importância para alcançar o sucesso em procedimentos com a utilização de anestésicos. Um anestesista atento sabe que as respostas do paciente são integradas e que os parâmetros de medição devem ser analisados em conjunto. As medidas de manutenção da homeostase devem ser realizadas e adotadas o mais breve possível, para diminuir o risco de anestésicos.

A grande maioria dos fármacos anestésicos resultam em depressão respiratória, e as emergências respiratórias são provocadas possivelmente pela hipoventilação (aumento de PaCO2) tendo como consequência a hipoxemia (diminuição PaO2). Apesar dos potenciais danos, a depressão respiratória quando identificada no início, conta com fácil solução a partir da ventilação e reversão dos efeitos depressivos da anestesia, tendo como principais causas a ação depressora de fármacos, intubação esofágica ou seletiva, obstrução das vias aéreas por corpos estranhos, laringoespasmo em felinos, desequilíbrio da ventilação, excesso de espaço morto ou defeito do aparelho, e baixo fluxo de O2.

Tanto o aumento quanto a diminuição da frequência respiratória pode ser indício de depressão e ambas podem resultar em apnéia (uma parada repetida e temporária da respiração). As depressões respiratórias quando não observadas ou observadas de forma inadequada podem levar a parada respiratória, a qual antecede a parada cardíaca. A intervenção nas emergências respiratórias anestésicas deve seguir um protocolo, tais como os procedimentos de promover via artéria patente, fornecer oxigênio, manter frequência respiratória, relação inspiração e expiração, evitar excesso de volume, estimular a ventilação e manter a fluidoterapia e monitorização. Já os padrões anormais de respiração ocorrem em situações especiais, as quais são: respiração Sheyne-Stokes, respiração de Biot, respiração Kussmaul e respiração apnêustica.

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21/09/10 por Maikon

   



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